28 abril 2010

Explosão dos Sentidos



Explosão dos Sentidos

Ruídos doces
de gemidos surdos
engolidos com a paixão
e que fazem a boca tremer
e que alucinam os ouvidos aguçados
que aos poucos ensurdecem e depois tilintam
ouvindo os ecos do amor que batem nas paredes e voltam
e atravessam o mundo, o céu, o universo e se fazem existência...

Foram apenas alguns minutos até que se ouviu de longe a explosão dos sentidos.

Renato Baptista

23 abril 2010

Insano...


Insano...

E é esse o meu jeito insano
que me faz assim,
mas só porque te amo.
Palavras ao vento gritam,
desafiando os limiares,
fazendo-se ouvir
desde lá, dos confins.
E esse meu jeito insano
que tanto te ama,
vê no teu sorriso lindo
a luz do amanhã que brilha.
Sorriso no canto da boca,
boca que me alucina,
essa mesmo,
dos lábios temperados,
enlouquece-me
e faz-me sem sentidos;
E por isso o meu jeito insano.

Ah! Esse teu rosto de menina
em corpo de mulher crescida;
Ah! Esse teu balançar
que me chama de querido;
Ah! Menina mulher
Que requebra a poesia;
Que vem e acontece,
insegura e linda e cheia de beijos
daqueles que me fazem um insano,
mas só... porque te amo.

Renato Baptista

10 abril 2010

Cheio de Medo


Cheio de Medo

Foi sem querer
Que te fiz me esquecer
E minha vida se fez vazia
Coração magoado
Paixão sentida, solitária
Sofrer e querer se misturavam
Sem saída, sem jeito
E cheios de medo
Repletos de agonia constante
Ah, amor
Que um dia chamei de ausência
Como um morrer sem querer
Adoração distante
Que sofria em outro lugar
Nem sei onde mais
Sem ouvir, sem saber
O que tinha guardado para dar
Sem noção do eu que tinha para falar
Sem poder ler nos meus olhos tristes
A história que meu coração guardava.

Mas tenho comigo e sei
Foi sem querer...

Renato Baptista

03 abril 2010

Poesia e Melodia



Poesia e Melodia

Tudo o que eu queria
Era conseguir
Escrever uma poesia
Musical
Já escrevi em pauta
De música
Clave de sol, clave de fá
Compasso e metrônomo
Contrabaixo acompanhando
Ritmo, bateria e background
Aumentei o volume
Equalizei a lapiseira
E nada...
A poesia continua
Seca, estampada
Impressa e crua
Sem melodia
Sem cor
Sem graves nem agudos
Sem alcançar o brilho
Que eu queria te dar
Mas saiba...
...Ela é Tua.

Renato Baptista