27 julho 2010

Marionetes do Tempo


Marionetes do tempo

Entre a vida e a morte
Um tênue fio
Entre a alegria e a tristeza
Um fio
Entre o amor e o ódio
Um fino fio
Entre um sorriso e uma lágrima
Mais um tênue fio
Entre o surreal e o real
Apenas um fio
A vida presa por fios
Entre a dor e o prazer
Entre o céu e a terra.

E seguimos como marionetes
Marionetes do tempo
Da existência
Guiados por Deus
E caminhando
Com nossos próprios passos
Pé após pé
Sobre o fio tenso
Preso ao infinito
E que nos leva
E nos trás
Enquanto vivemos
Divididos pelo tênue e tenso fio
Esticado entre a vida e a morte.

Renato Baptista

4 comentários:

rosa-branca disse...

É meu amigo, nós somos as marionetes do tempo e de todo um sistema... gostei do poema. Beijo meu

Márcia Luz disse...

Lindo poema! E a imagem escolhida para ilustrá-lo é muito impactante!

Beatriz Prestes disse...

Fios da vida, tecendo histórias...estirados aguardando nossos passos vacilantes.
Fios da vida, que podem ser manto ou teia.
Lindos tristes versos.
Magistralmente escrito.
Aplauso meu
Bea

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Amigo-Irmão-Camarada Querido...
tudo somente fios, tão tênues e frágeis, que nunca sabemos ao certo "de que quase lado" estão as pontas dos nossos pés...mas o importante é exatamente isso: continuarmos pisando, seguindo em frente, sem desistir ou parada estagnante por medo de ficarmos presos nesse emaranhado todo de fios, que constitui-se a vida. E tu, como sempre, "lendo" a vida belamente, em versos lindos. Amei! Bjs
*Obrigada"mais uma vez"pela ajuda com o meu blog;continua o problema,mas hoje"abriu uma brecha",por onde mergulhei nele...rsrs"