28 agosto 2010

24 agosto 2010

21 agosto 2010

Doce Segredo


Doce Segredo

E você me olhando
Naquele princípio de noite
À meia luz
Com aquele olhar
Traiçoeiramente doce

Foi quando você me disse, eu lembro
Baixinho, sussurrando no meu ouvido

Que você era só minha!

E eu com a cabeça rodando
Molhado de suor
E com a pele arrepiada
Desmanchei o seu decote
Aquele que eu contemplava
Como quem olhava
Um pudim de leite moça
E ele me dizia: Vem!

Você, que guardava os meus sonhos
Tão delicados e apaixonados
Que tremiam toda noite
Quando escutavam
Cada passo do seu salto alto
Lindo, e que me endoidece
Como os beijos que você me deu

Não esqueço o seu olhar...
Nem o seu decote
Nem o sabor do seu doce...
Segredo.

Renato Baptista

15 agosto 2010

Paredes


Paredes

Nas sombras
Tenebrosa ansiedade
Invado os meios
Procuro desejos
Desalinho versos
Rasgo do avesso
As estrofes da vida
Insana inquietude
Naqueles sons lúgrubes
Que atordoam a mente
Enquanto durmo
Faço do amor minha âncora
Desafio os Deuses
Imponho latitudes
Descubro meus medos
Revejo atitudes
Aquieto-me
Mas miro certeiro
O embuste arruaceiro
E acerto, um dia acerto
Bem no meio da testa
Quem não sabe
Quem não pensa
Ignorante lameiro
Desajustado, enfim
Fora de órbita
E meu coração bate
Rebate, se ajeita
No peito quentinho
De quem sabe falar de amor
De quem inventou a paixão
E por ela vive, perfeita
Lustres balançam
Rangem até as paredes
Imagens dançam
Quando vêem
O beijo azul
Que faz um estardalhaço
Pula o muro
Sacode o lençol
E termina certeiro
Com gosto de quero mais
Porque ele é eterno
Assim como os que amam
Os indicados por Deus
Para morrer de amor
Um pouco, quem sabe
E germina a semente
Dos que sentem
E vão por aí afora
Sem pena e sem dó
Com lança à proa
Até encontrar a garganta
De quem apoquenta.

Sonhos invadem a mente
Fazem o amor suar
Acordo molhado
Sem saber de nada
Querendo lembrar
E encontro sua mão
Que me acaricia
Que me acalma
E me sentencia
A mais um dia apaixonado.

Renato Baptista

12 agosto 2010

11 agosto 2010

06 agosto 2010

Paródias e o Tempo


Paródias e o Tempo

Não é tempo de dizer adeus
Porque ainda não falei de flores
Mesmo que não tenha essa sensibilidade
Não é tempo de despedida
Porque ainda não sofri o anunciado
Não é tempo de chorar
Porque meu amor está presente
Não é tempo de partir
Porque minha paixão
Ainda vira poesia
Não é tempo de esquecer
Porque meus sonhos me enriquecem
Nunca é tempo, até que o tempo me leve.

Renato Baptista

03 agosto 2010

Passageiro do Tempo

Passageiro do Tempo

e eu
passageiro do tempo
carregando as dores
enxugando suores
tentando esconder
as noites mal dormidas
enxugando veneno
que vem das sombras
e se espalha entre nós
e entregando amor
beijando a paixão
tentando mostrar
que o espelho
reflete o que fica na sua frente
e não o que queremos ver.

e eu
passageiro do tempo
caminhante das sombras
um simples e mero adivinhador
que vê além , às vezes
e sonha com um amanhã sem dor.

Renato Baptista