25 novembro 2010

Viajantes do Tempo


Viajantes do Tempo

Trespasso seu ombro
Com minha flecha tépida
Pura magia indolor
Porque quero saber
Do que você é feita
Se só de paixão perfeita
Ou do mais puro amor.

Coisa de cupido isso, talvez...

E você me puxa de repente
E me abraça com as suas pernas
Apertando-me contra o seu céu
Agora, cheio de estrelas brilhantes
Traduzindo o que era muito desejo
Em volúpia certeira e incontida.

E sinto a chuva de cristais aguçados
Que saboreio... cada gota, cada pedaço
E o seu céu se abre como um templo
Como um dia o mar se abriu
E caminhei suave, indo e vindo
Sem saber direito o rumo, quem sabe¿
Mas cumprindo o destino do amor
Escrito, tatuado nas nossas veias.

E assim eu fiquei, ficamos
Como viajantes do tempo sem fim
Sem horizontes por momentos
Apenas sentindo cada segundo
Colecionando sensações divinas.

E o que restou fomos nós dois
Eu e você, os viajantes do tempo
Passageiros do amor eterno
Jogados num canto, abraçados
Molhados de suor e ao sabor do vento
... sem cicatrizes.

Renato Baptista

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