09 dezembro 2011

Pergunta...

Quem disse que estrelas não choram?

04 dezembro 2011

O “Fazedor” de Poemas

Tocata e Fuga em Ré Menor em 78 Rpm na vitrola. Hábitos que não mudam e que conhecem os melhores caminhos.
Bach reverbera enquanto o vento assobia pela fresta da janela e leva a fumaça do cachimbo para dentro da casa.
A sala, à meia-luz, convida para dançar e a pena na mão do poeta vibra incessantemente. O papel na mesa de vidro estremece de desejo enquanto o vidro de tinta azul se enche de paixão.
A cadeira de balanço vai parando ao som da música linda que abraça o ambiente. Paz.
O poeta respira fundo, tira o seu cachecol e o joga displicentemente na poltrona forrada de tecido com motivo floral.
Um poema está nascendo.

Primeira estrofe

no horizonte
uma sombra...
transmutação
o raio de sol
dá luz
dá brilho
aos corações
e mentes
que acordam
de mais uma noite
de insônia, gelada

O Poeta agoniza de alegria e vê a noite virar dia em suas mãos serenas. No horizonte as sombras brincam com os raios de sol que insistem em viver aquele momento.
Seu coração se abre e sorri acordado depois de uma noite confusa e doída.

Segunda Estrofe

era um breve anúncio
do amor bendito
trazido pelos anjos
direto das mãos
de Deus
mais que poderoso
e assim a vida palpita
num novo amanhecer.

A magia estava feita, o poema nasceu, assim como o Poeta que renasceu naquele momento. Anjos enviados por Deus invadiram a sala e segurando a sua mão, escreveram junto com ele a mensagem em poesia que fez a vida florescer brindando mais um dia.

E o Poeta vendo os anjos sorridentes voarem pela janela, com suas asas brancas e poderosas, encheu-se de amor, de paixão.
Nunca mais ele parou de escrever.
A Poesia agradeceu!

De Lua em Lua

Olhei para o céu
Na outra noite
Vi você na lua
Lua branca
Você nua
Viajei depressa
Como um astronauta
Entrei em órbita
Pousei
A lua tinha o seu gosto
Finalmente a achei
Derramei meus beijos
Nos seus
Mais uma vez me apaixonei
Dessa vez, para sempre.

Renato Baptista

03 dezembro 2011

Serpentes

Estático, sem ação
Ouço nitidamente
O barulho do vento passando
Por entre o tronco das árvores
Estáticas
Aves sem nome
Cantam aqui, ali, lá
O verde da mata se mexe
Num ir e vir sem fim
Anunciando vida
Até o encerramento
Da estação
Copas enormes
Escondem o sol, o céu
As nuvens que dançam
Com o vento
Procuram uma brecha
Para mostrar sua brancura
Cheiro de terra molhada
Musgo, umidade, frio intenso
Até as serpentes se escondem
Dormindo enroladas
Querendo roubar os meus sonhos
E o vento frio
Corta o meu rosto
Sibilando nos meus ouvidos
Machucando meus lábios
E minha boca que grita
Procurando a tua
Crua, nua...

Renato Baptista

17 novembro 2011

As Dunas de Genipabu e a Anja Nua



Dunas se movem em dança eterna
Misturando passado e presente
Ao contrário de mim
Que ali permaneço
E abutre pousa perto
E cheio de um medo que não sinto
Nem sei se é abutre, é demônio
Aproxima-se devagar
Viu-me lá da ladeira do Sol, talvez
E o vento vibra e canta
Assobiando música aguda
E Genipabu se move em dança
Alternando os relevos de Extremoz
Enquanto estático permaneço
E do nada, vem o bico feroz
E arrisca um beijo sutil
Que me arranca lâmina de pele
Eu sangro e a dor me acorda
Assustado o bicho me olha
Desajeitado e surpreso
E eu me encho de coragem
Revivo por instantes
Enquanto o sol me queima a ferida
Como se fosse fogo do inferno
Olho nos olhos do facínora
Que me mastigava um pedaço
Como se a fome não fosse pecado
Estendi meu braço arrasado
E com a força de Oxalá
Agarrei o seu pescoço...
Eu era contente e feliz
Sonhava meu sonho predileto
Fazia amor com uma anja
Que me fez criar asas
E me chamava para os céus
Com um canto mavioso
Que se misturava ao som do vento
Que enchia de areia os meus olhos
E que me cegou por instantes
Enquanto eu acariciava suas asas brancas
Que me envolviam e me lambiam
E me faziam nunca mais querer acordar
Mas o ódio tomou conta de mim
E eu apertava minha mão como nunca
Sufocando o invasor de almas
Que me tirava lascas sem pensar
Era questão de tempo apenas
E penas voaram com o vento
Fiz da montanha de areia o seu túmulo
Mesmo sabendo que amanhã
A lápide mudaria de lugar
Renasci... amanheci
Vi o tempo, vi o mar lá de cima da duna
Vi o sol viajando em arco, vi o céu azul
E me levantei, nu, descalço, ferido
Sem um pedaço, marca de guerra
Salvo pela dor que me alucina
Vi jangadas no horizonte
Vindas de Canoa Quebrada, no Ceará
Velas brancas, lindas, içadas, alvas como a paz
Malhadas e esticadas por jorros de água
Numa delas, Iemanjá abrindo as águas
Noutra Iansã, segurando o vento e as tempestades
Em mais outra, Ogum observava
Minha vida retornando...
E as jangadas em círculo
Aprisionavam embarcação negra
Com vela negra e navegador obscuro
Que jazia em meio às toras
Era o demônio enforcado, morto
Olhos esbugalhados
Eu queria meu sonho de novo
Que me levava em viagem
Com minha anja terna
Que tinha meus beijos guardados nas asas
Curiosa sensação, paixão
Devoção, fé, entrega, submissão
E saí caminhando decidido
Pés e pernas afundando na areia
Mas tentava vencer o caminho
O vento, o sol, as dunas de Genipabu
Que guardam minhas pegadas no seu coração
Por mais que o vento as revolvam
E as mudem de lugar, pois ali, renasci
Porque senti que você me esperava
Em algum lugar desse mundo
E eu não podia me entregar
Parar minha procura
Você minha anja da areia
Flor da minha vida
Minha sereia...
E assim, segui meu caminho guardando até hoje esse o segredo que me contou a minha anja das asas brancas, aliás, acho que ela era você. Você que me veio e que me queria de volta, para estar sentado ao seu lado, ali, abraçada comigo à sombra do cajueiro de Pirangi ou quem sabe para vivermos o sonho de vermos os golfinhos sorrindo na Barra de Tabatinga.
Não sei o que seria o seu sonho, mas vivi o meu, senti você em cada poro e firmei minhas certezas... certeza de que meus sonhos são seus sonhos, e hoje vivemos felizes, felizes como gargalhadas.

Renato Baptista

10 novembro 2011

A História dos Poeminis

Convido-os a conhecer o início da história dos Poeminis em um blog diferente...
Você escolhe o formato da home page na barra superior.
Clicando no Poemini 01 você poderá saber as regras do formato literário.

Visite e dê a sua opinião.

Renato Baptista

07 novembro 2011

Vida e Morte da Bailarina do Tempo


Bailarina do tempo
Abre o compasso
Se desfaz no palco
Dançando a música da alma, aos poucos

Frenética se alucina e gira
Sapatilha de ponta
Que fere o destino
Anuncia “gran finale”

E a melodia não pára
O suor escorre e as pernas doem
Os pés sangram
A mente se embota

É a vida que não perdoa
É a platéia que grita
E com aplausos incessantes
Induzem a continuação

A bailarina do tempo está atordoada
Seu amor não veio e nem disse adeus
Apenas ela sabe a dor da dança que protagoniza
E ela agoniza, exausta, músculos em cãimbras

A arte vira vida e morte
O palco não acaba, é imenso
A dança não termina, como o tempo
E as lágrimas brotam no rosto da dançarina da vida

Acordes soam alto
Tons estridentes aguçam os ouvidos
Arrepia a pele a lembrança do Cisne Negro
E o público sorri em devaneio

Arte por arte
Música por música
Dança por dança
E a bailarina chora a dança que ela não pôde terminar.

Renato Baptista

02 novembro 2011

Entrega

Acho que Vale a Pena...

Quer ler algo interessante sobre "Receitas Literárias"? Ops!... "Receitas Culinárias"?... abra esse link aqui e divirta-se: Escrevendo Com Arte

Abraços* a todos...

Renato Baptista

31 outubro 2011

Mudanças no Escrevendo com Arte

O meu outro Blog, o Escrevendo com Arte, mantém a forma mas muda o seu conteúdo... agora a coisa vai ferver...rs
Quem quiser acompanhar, fique à vontade... vale criticar, dar opinião, enaltecer e esculhambar... vale tudo, desde que você assine embaixo e leia a resposta depois.

Renato Baptista

30 outubro 2011

O Amanhã

Esse sempre amanhã
Que chega anunciado
Vibra solene
Transborda pela borda
Escorregadia
Antes intocada
Ultrapassa o limite
Da vida que passa
Com o doce sabor
Do mais amargo destino
Que vira o amanhã
O amanhã, o amanhã
Sempre e sempre
E que não dorme nunca
Simplesmente entristece
Empalidece insone.

Renato Baptista


23 outubro 2011

Sem Você


Desligo-me cedo
E acordo tarde
Vou dormindo com a sua ausência
A cada noite gelada e triste
E sonho com seu beijo, com seu toque
Com seu calor que posso sentir
Cada vez que me mexo e me remexo
Entre bordas de lençóis vazios
Acordo aflito, temeroso
Com as certezas dos pesadelos
Que me sacudiram o sono
Eram prenúncios
Eram, talvez, anúncios
Que a vida anda vazia
E que mostram chamas
Que me queimam e me acordam
Naqueles momentos cheios de medos
Porque você se afasta a cada dia
E me larga nas noites frias
Então habito sozinho a madrugada
Desfaço-me em pranto que não escorre
E não sei se sentir já é o bastante
Se sentir é meu argumento
Se gritar é minha esperança
E se dormir é a minha cura
Sigo só, sem você
Sem seu beijo e sem seu calor
Sem seu carinho que me deixou
Então abraço a sua tristeza
E procuro sonhar um sonho bom
Orando para que, quando eu acordar
Você esteja ao meu lado... sorrindo
E não triste e amordaçada
Sem horizonte e sem carinho
Porque se não for assim
Permaneço só sem você
E só com você...

Renato Baptista

15 outubro 2011

+Magos+

Não tente me morder.
Há coisas no meu sangue que você não iria querer na sua boca...
John Constantine – Livros da Magia

+Magos+

Olhar bem nos olhos
Penetrando na alma
Como um mago que vê

O mal disfarçado se mostra
Por um só momento
Há sintonia

Arrepio ácido, calafrio...

Conjurada a criatura do mal
Exótico transtorno
Que transborda sangue
E que dedos nele molhados
Desenhem e pintem
Em corpos desfalecidos

Marcam a vida com a morte
Em ritual solene
E é lançada a magia
Olhando-se dentro dos olhos
... Mas não chegue perto
Não machuque, não morda!

Renato Baptista

14 outubro 2011

Constância

Ocaso...
Prometendo um novo dia
Ofertando a noite estrelada
Como um presente
Muito além do horizonte azul
Noite que cai suave
E resgata o brilho da lua
Que chega branca, serena
Como uma conselheira
Trazendo-me as mais fortes lembranças
Lembranças que tenho de ti
Escuto então
O coração bater mais forte
Aceleradamente descompassado
Os ponteiros do relógio em círculos
Constância eterna
E o escuro total
Torna-se madrugada fria
Minha saudade vai ganhando vida
Na solidão que habita o silêncio
E o sol aguarda com a guarda de sua luz
O momento de romper
A virgindade da manhã
Fazendo nascer um novo dia
Mais um dia
Menos um dia...

Renato Baptista

09 outubro 2011

02 outubro 2011

Um Certo Querer...

Olhando para o chão
Sem euforia
Com você me amando
E um grito surdo
Enroscado na garganta.
Idéias brilham
E se contorcem
Voam até você
E voltam beijadas
Devidamente
Completamente apaixonadas
Totalmente enfeitiçadas
E se misturam no meu coração
Que bate e pulsa e trepida
Tanto, mas tanto
Que faz nascer asas na alma
E dá vontade de viver mais
Mais uma vida
Só porque você existe.

Assim como um certo querer...

Renato Baptista

30 setembro 2011

16 setembro 2011

Dança das Almas

Na simplicidade da ausência
Sombras de abraços se aproximam
Como nuvens que se procuram
E se misturam sem pudor
Fazendo com que no ar
Fique o calor do momento
Nasce assim um sentido doce
Do poema anunciado
Que nem é história, é entrega
Que poucos sabem cantar
E que alucina o sentimento guardado
Pronunciado na carícia das palavras
Que se misturam em versos, depois
E que como as nuvens
Voa sem limites noite afora
E as almas se entrelaçam
Em sentido pleno e de alforria
Cantando a pureza de um amor que flui
Mas aquele amor essência
Aquele amor que se doa
Porque nasce ingênuo e puro
Mais do que verdadeiro
E nas pervazivas andanças poéticas
Se impõe na simplicidade
Como versos que se repetem sem rimas
Cantando a aproximação das almas
Que agora dançam... fluídos colados
Pela madrugada
Em compreendida entrega
Ao som da música linda
Que soa alto, acima da paixão
Que não se conta
Mas que não sugere
Beijos trocados sem sentido
Apenas se unem em afeição
Permitindo que o sentimento voe
E ultrapasse o destino
Que se cumpre sem razão
Construindo lembranças
Daquelas que não se esquece
Porque moram na luz eterna
De almas gêmeas
Que se dão as mãos
Que se abraçam
E se beijam de verdade...

Para todo o sempre!

Renato Baptista

21 agosto 2011

O Dragão do Fogo


Fui escrever um poema
No escuro que meus olhos permitem
Abracei algumas palavras
Elas queriam fugir de mim
Voar pelo tempo
E as agarrei fortemente
Afinal, são meu sustento
Coloquei-as em sequência
Dominado-as solenemente
Como se fossem só minhas
Mas elas se misturaram
Se misturavam
E não saia nada com nada
Que versos o que?!?
Minha cabeça girava
Como as palavras incompetentes
Que me escapavam pelos dedos
Querendo me dizer
Que pertencem a outro
Que só ele as domina
Que só ele acha que pode me vencer
Me arrancar a temperança
E insistir como doido devasso
Atravessando o amor e matando a poesia
É noite, e estou cansado
Trêmulo de tanto ódio enraizado
Sem forças para mais nada
Morto-vivo frente aos meu papéis
Que não aceitam poesia profana
Talvez seja isso...
Talvez seja por isso, descobri!
Porque meus versos não saem
Para que não se misturem à raiva
Para que fujam da tempestade
E se formem, como sempre, em meio ao amor
Não sei se estou dormindo ou acordado agora
Não sei nem se sou aqui escrevendo e sentindo
Meu coração briga com a minha alma
E me sinto perdido, vencido, ultrapassado
Por momentos, talvez
Porque basta um beliscão
Um acordar e pensar
Para que a luta recomece
Procuro munição, letras
E aos poucos constituo palavras
Palavras só minhas, intocadas pelo maldito
E com elas farei minha guerra solene
Lutando contra o dragão do fogo
Até que ele morra engasgado com a sua própria poesia.

Renato Baptista

24 julho 2011

Amy

No fundo, apenas uma menina
Que se desencontrou
Que se entregou
Que aprendeu algo
E vai à busca da sua perfeição.

Fica uma lágrima que escorre da arte
Uma nota musical que cai da pauta
Coisas da vida...

Renato Baptista

21 julho 2011

Chocolate com Damasco


Chocolate com Damasco

Fica aquele sabor
De damasco com chocolate
Impressionando a língua
Que passeia no céu da boca
À procura de descobertas
Os olhos se fecham e imaginam
Onde estão os sonhos agora...
Eles dormem de roncar
Como samurais sem pátria
Sobre suas lâminas afiadas
Que podem decepar braços
Arrancar pernas ou mãos
Mas não matam a alma
Aquela que continua crente
Sábia e destemida
Como pássaros que sabem voar
E a alma comunga com o coração
Nasce doce melodia envolvente
Que abraça o peito apertado
E conta o segredo a todos os réus
De que o amor vence a aflição
O chocolate vence o damasco
E a doçura se expõe por dentro
Fazendo com que nós
Ultrapassemos o horizonte
Acelerando a pressa perpétua
De um novo dia perfeito
Iluminado pelo sol da paixão.

E os samurais acordam
Depõem suas armas afiadas
Respiram sem medo algum
E voltam a sonhar acordados
Acreditando nas lembranças
Com sua alma imortal
Cheia de sorrisos e lágrimas
Porque a vida é sempre
Entremeada de contrastes
Doces e amargos
Que nos ensinam segredos
Nos elevam até os deuses
Que têm paixão por damasco
E amam chocolate.

Renato Baptista

09 junho 2011

Grito no Silêncio


Serei um grito
Em meio ao silêncio

Silêncio velado
De alguns podres

Não sobrará pedra
Sobre pedra

Já que avacalham a poesia
Sujam a retórica

Fazem imunda a arte
Com seus subterfúgios

Minha luta é insana
E muitos me pregarão

Na cruz...
Não importa!

Chega de bancar o que vê
E ri apenas

Quero ver quem não me dará
Razão
No final!

Porque no meio e por enquanto
Ficarão todos mudos

Surdos e mudos
Sem comentar e nem pensar.

Como sempre...

Renato Baptista

31 maio 2011

A Fêmea - Nikita

Aquela mulher imbatível
Absolutamente fêmea
Na sua mais pura essência
Amando o amor impossível
E sofrendo a angústia
Do desespero
De ter nascido duas vezes
A sensibilidade impõe o perdão
Mas a ordem
É de ataque cruel
Insensato, direto e mortal
E ela executa, mata, elimina
Mas seu coração denuncia
Conflito, transtorno, desassossego
Seus olhos da cor de uma lâmina
Mostram sua história
Contam seu segredo proibido
Mas ela continua
Vivendo e vagando pela vida
Sofrendo e vibrando
Amando do seu jeito
Amando do jeito permitido
Amando do seu jeito sofrido.

Renato Baptista

A Porta Azul


A janela aberta
Perfume de insônia no ar

Meio copo d’água
O pijama ainda dobrado
Lençóis esticados
A cama vazia
Brindando a manhã

Sem sol
________________sem bom dia
E insistentemente ainda acordada

a noite se foi
e com ela a madrugada fria

Um cheiro de café requentado
Sai da cozinha
Temperando o ar
Perfumando o dia

Escuto a campainha
Caminho devagar
Quase sem vontade ainda
Chinelos trocados
Cheios de sono
Por me fazerem companhia
Olhos vermelhos
Barba crescida
Camiseta molhada
Olhar embargado

Abro a porta azul
Que solta gemidos
Range um pouco a dobradiça

Levanto o olhar esquecido
______________E vejo
... era um dos meus sonhos
Chegara!

Abandonou o sono de amor
Que sem você me abraçando apertado
Mais uma vez não veio.


Beijo meu sonho com todo o meu amor
Faço dele meu alimento, minha razão de vida
E o espero, acordado, e que abrace a minha alma
E que desarrume a minha cama, a liberte.

Fico ao lado então daquela porta
Porta azul, que solta gemidos... como você.

Renato Baptista

30 maio 2011

Assassinato na USP e Crimes na UNICAMP acabam em PIZZA!!!

E ficou tudo por isso mesmo... não se fala mais na segurança da USP, nem da UNICAMP e abafaram tudo como sempre.
Os alunos continuam expostos à criminalidade e sendo alvo de bandidos que os roubam, sequestram e até estupram... sem contar, claro, com possíveis assassinatos como o que ocorreu na USP que ainda podem acontecer novamente.
A imprensa se coloca mais uma vez na posição de sensacionalista de momento e ninguém , mas ninguém mesmo liga a mínima para o que pode acontecer ainda.
É lamentável que no Brasil seja assim sempre...
Vai ser preciso acontecer outra catástrofe para que tudo volte à tona.

Dá-lhe PIZZA!!!

Renato Baptista

21 maio 2011

Marcha da Maconha???

Foi proibida a Marcha da Maconha neste Sábado em São Paulo. A justiça interviu e proibiu tudo.
Engraçado que outro dia tivemos a Marcha contra a Homofobia... rs. Alguns ostentando cartazes com símbolos nazistas e defendendo uma causa da qual prefiro não falar nada, pululavam pelas ruas da cidade.
O fato é simples, a nossa sociedade defende causas inóspitas e de interesse particular de minorias desajustadas ou não que se preocupam em obter um lugar nessa sociedade à custa da força e não por méritos próprios. Por que não existe uma MARCHA a favor da melhora da educação e saúde? Por que não uma Marcha a favor de um policiamento melhor que evite crimes hediondos e corrupção de menores?
Uma Marcha que reúna pessoas que querem o bem da sociedade no geral e não gente que quer fumar maconha no meio da rua impunemente.
O caso é que maconha é droga e droga é proibida no Brasil, mas só existe tráfico porque há consumo. Se ninguém comprasse, isso acabaria... ou não? E vale lembrar também que drogas são a principal causa de mortes e desajustes sociais e da destruição de famílias e indivíduos. Promovem o crime, a prostituição e o tráfico de armas.
E tem gente que acha lindo lutar pela liberação da maconha... amanhã teremos a Marcha da cocaína, do Crack, do inferno que for, enquanto pessoas são assaltadas e mortas por aí.
Acredito que haja um retrocesso nos parâmetros do que se pode considerar certo ou errado. Ou políticos não entram nessa de apoiar casamento gay ou união gay para que possam ter mais um centro de votos garantidos?
Antes eram os negros... levantaram bandeiras de igualdade social. Políticos apoiaram e foi uma fuzarca. O que os negros têm de diferente dos brancos e dos amarelos e vermelhos? Nada!... a cor da pele, óbvio. Só!
Mas estipularam em lei o sistema de cotas para negros nas Universidades... ué, não há igualdade? Ou existem cotas para amarelos? Que eu saiba não, esses determinam suas cotas entrando nas faculdades em colocações acima dos brancos e vermelhos e negros. Ninguém precisa estipular cotas para isso ou aquilo, pois somos todos iguais e devemos ter os mesmos direitos. TODOS!
Mas voltando aos maconheiros, o mais legal agora é que inventaram uma nova droga, o Oxi. Essa é mortal e de efeito rápido... avassaladora. Será que não perceberam que vão matar todos os usuários e não terão mais para quem vender? É um tiro no pé esse negócio, uma falha do Departamento de Marketing Corporativo do Tráfico... erro no lançamento de produto por falta de análise de mercado e consumidores. O castigo do Diretor de Marketing do negócio deveria ser... usar Oxi.
Ou então isso é coisa da guerra fria. Boa, né? Colocam no mercado algo que vai acabar com os drogados de uma vez só e por consequência, com o tráfico. Muito bem pensado... e tem gente que entra nessa. Seria hilário se não fosse trágico.
Não tenho nada contra os gays porque cada um, na verdade, tem o direito de ser o que quiser e falar o que quiser, e fumar o que bem entender, desde que não fira princípios morais e não invada a liberdade de outras pessoas. Não queiram impor às famílias "convencionais" e seus filhos que presenciem atos que enalteçam o consumo de drogas e situações claras de preferências sexuais particulares, principalmente se for através da demonstração de atos promíscuos. Nada como a naturalidade e bom senso.
É cada um na sua... ou teremos que promover Marchas de Heterossexuais e assim por diante?
Deve estar tudo errado ou voltamos à barbárie e não percebemos. Bem vindos ao século 12 novamente!

Renato Baptista

A UNICAMP vai acabar explodindo também... Aguardem!

AVISO!

A UNICAMP É UM BARRIL DE PÓLVORA. OS ASSALTOS, ROUBOS DIÁRIOS DE VEÍCULOS, SEQUESTROS E ATÉ ESTUPROS, DENTRO DO CAMPUS ESTÃO CORRENDO À SOLTA!

VÃO ESPERAR UM ESTUDANTE SER ASSASSINADO LÁ DENTRO PARA TOMAREM MEDIDAS COMO FIZERAM NA USP???

Ah, esqueci, me disseram que alguns sindicatos agem em conjunto com o DCE para promover badernas e greves e tal. Será que isso é verdade? E será que é por isso que são tão contra a presença da polícia lá dentro?
Acho melhor que averiguem essa situação, viu Sr. Governador do Estado e Comandantes da PM e Secretário da Segurança do Estado?... porque está escrito que haverão problemas por lá brevemente, quer dizer... mais problemas enquanto fica esse jogo de empurra com Reitoria da UNICAMP e nada é feito para a segurança dos estudantes.

Renato Baptista

USP sendo controlada e Pérola do Presidente do DCE...

E a PM vai fazendo seu trabalho na USP... verificando pontos críticos, como por exemplo buracos no muro e portas abertas que dão livre acesso a qualquer pessoa e estão distantes das portarias principais e fazendo patrulhamento de toda a área. Existe já um plano de implantação de bases internas da polícia dentro do Campus.
Pois bem, quem sabe começou a atuar e agora com autorização da Reitoria, que viu que não é brincadeira de criança o que estava acontecendo por lá. Pena que precisou morrer uma pessoa para chegarem a essa conclusão.
Enquanto isso, o Presidente do DCE da USP, um menino chamado Thiago Aguiar, com a bagagem dos seus 22 anos de experiência, ops, de idade, declarou para a imprensa que considera a entrada da PM uma medida "oportunista"... queria entender que "oportunismo" é esse, sinceramente. Será que é assim tipo... "olha véio, morreu um lá, vamos aproveitar e fazer uma base de policiamento"!?!. Não é um pensamento espetacular o dele? O rapaz é um filósofo!!!
Pior foi a sequência e a frase que ele pronunciou: - Não vai solucionar o problema de segurança no Campus. A cidade toda é policiada e não é isso que resolve a questão. É preciso resolver o problema estrutural!
Sabe Thiago, é assim... começo a crer que você tem razão. Então vamos fazer o seguinte: Uma greve! Paralização Geral e Irrestrita de tudo (menos dos assaltos seguidos de morte)... e depois pintamos a cara do amiguinho do lado (com tinta lavável, senão pode dar alergia e a mãe dele briga), imprimimos bastante folhetos para distribuição no Campus e no meio disso tudo discutimos até onde os bandidos podem ir, e depois os avisamos, pedindo para eles não brincarem mais de forma agressiva. Não é legal essa idéia? Super, não é mesmo?
Sinceramente... acho que esse rapazinho deveria levar uma advertência na caderneta, tomar um zero em "Discernimento" (ensinam essa matéria na USP?) e ficar suspenso uns dias em casa pensando no que ele disse. Ah, e não viaja mais nas férias de Julho e nem poderá usar o computador em casa para brincar com seus joguinhos durante 1 mês.
Não dá mais para ficar esperando e estarmos à mercê da bandidagem, assistindo a estudantes serem assassinados e roubados de forma impune.
Pior não é o Thiago e sua inexperiência. Teve uma Diretora, a da Faculdade de Educação, que votou "contra" a ajuda da Polícia. Dá para entender?
Olha Lisete... se você tivesse filhos, porque não deve ter, e deve odiar crianças e adolescentes, você pensaria não duas, mas MIL vezes nessa sua posição. Se você tivesse um filho que tivesse tomado um tiro no meio da cara durante um assalto dentro da Faculdade, você não seria tão liberal e nem se posicionaria dessa maneira. Tenho certeza!!!
O fato é que além de ficar de olho nos bandidos que assaltam, a polícia acabará vendo outras situações que contrariam as leis... e não preciso falar mais nada, mesmo porque não sei quais são essas situações!?!

Renato Baptista

20 maio 2011

Polícia Militar na USP... falta agora a UNICAMP!!!

Algumas coisas vão mudando após o crime na USP. A Polícia Militar intensifica o policiamento no local e passa a tomar conta da situação... é o que a imprensa notifica e mostra hoje.
Como já era de se esperar, até citei esse fato no texto anterior com relação à UNICAMP, ouvi depoimento do jovem rapaz responsável pelo Centro Acadêmico da USP para imprensa... ele coloca que não sabe o quanto pode ser válido e lícito o policiamento ostensivo dentro do Campus. Aí pergunto eu como Pai: - O que sabe esse rapazinho sobre a realidade da vida? O que ele sabe sobre tráfico de drogas e assaltos seguidos de morte? O que sabe ele sobre os perigos que representam a libertinagem?
Ele pode, junto com seus amiguinhos, entender de greve por isso ou por aquilo e outras coisinahs mais pertinetes à sua condição de aprendiz.
Acho que esse rapaz precisa ser instruído e deve saber que para representar um núcleo estudantil é preciso ter conhecimento e responsabilidade, porque se matarem outro aluno ali dentro, ele não assumirá a culpa de nada, óbvio.
Como duvidar da competência da Polícia Militar num caso desses? Quem mais pode dar segurança e tranquilidade aos meninos e aos seus familiares e professores, e professores, etc? Os homens da PM são treinados para prender bandidos e estão à disposição da população para defendê-la... é essa a sua obrigação e neles é que devemos confiar, e não na opinião de um menino que saiu das fraldas ontem e não sabe exatamente o que diz.
O fato é que essa repulsa e contrariedade de alguns estudantes contra a presença da Polícia denuncia que alguma coisa eles fazem de errado... ou não? Alguma coisa tem ali que faz com que eles se coloquem contra a ajuda e presença da Polícia, só pode ser. O que é eu não sei, acho...
Outros pedem o aumento da iluminação da USP como solução. Concordo que deva haver uma iluminação competente, mas não é a solução, definitivamente. Na verdade, mais luz pode até favorecer os bandidos para que escolham melhor os veículos a serem roubados e as pessoas a serem sequestradas e mortas.
Vamos iluminar e policiar a área, isso sim, e que os incomodados, como esse menino do Centro Acadêmico, se recolham ao que devem fazer, que é estudar, já que tudo ali é pago pelo Estado.
Parabéns ao Comando da PM e ao Governo do Estado por essa atitude... quem não gostar que vá embora estudar noutro lugar, porque não pode haver mais assaltos e mortes em um lugar como a USP.
Agora falta a UNICAMP... que tem o mesmo problema faz tempo e os estudantes agitadores impõem, ou querem impor normas de conduta com relação à segurança efetiva, relutando e complicando a vida da Reitoria como se fossem representantes máximos da seriedade.
Acho que as coisas devem ser feitas por quem sabe e não por meninos que não sabem o que dizem e defendem uma "liberdade" inconsequente por mero capricho.
Que a Polícia tome conta da UNICAMP e resolva os problemas internos que lá ocorrem, antes que a bandidagem tome mais conta e acabe matando mais um menino inocente.

Não se pode dar ouvidos para crianças que não têm experiência e são, alguns, baderneiros e problemáticos e que ainda, devem ter muita coisa a esconder das autoridades. Já fomos estudantes, eu particularmente na época da pós-ditadura e sei bem o que é repressão e agito de esquerda dentro de uma universidade.
Na verdade, a maioria dos meninos queria era baderna e greves, e quem realmente atuava e insuflava a coisa eram infiltrados que nunca pegaram num livro na vida... então que as Reitorias investiguem esse líderes de Centros Acadêmicos e que ensinem para eles a realidade da vida, porque Pais esperam seus filhos regressar dos estudos em casa e não querem ouvir que no ambiente de estudo existe crime correndo à solta.
Parabéns à PM e que tenhamos uma sociedade segura!

Renato Baptista

19 maio 2011

Assassinato na USP... Crimes na UNICAMP

Parece que precisa acontecer uma catástrofe para que as autoridades Brasileiras tomem uma atitude. Se é que vão tomar, porque assim que sair da mídia a notícia que um menino foi assassinado no Campus da USP em São Paulo, porque reagiu contra assaltantes que queriam roubá-lo, tudo desaparece e fica por isso mesmo até que aconteça de novo e de novo.
O fato é que o crime está em constante mutação e os bandidos vão procurando novos caminhos, e parece que roubar estudantes que tiram dinheiro em caixas eletrônicos e ostentam carros novinhos nos campus das universidades é tarefa fácil para os bandidos. E isso porque não existe policiamento e a segurança interna desses lugares é absolutamente nula.
Na verdade não é fato novo, porque sabemos bem o que acontece na UNICAMP já há algum tempo. Lá os meninos são assaltados diariamente, carros são roubados e há sequestros relâmpagos com estupro de meninas estudantes. Campinas não é brincadeira e sabemos que existe um cartel do tráfico de drogas por lá e isso leva a assaltos, tráfico de armas e tudo o mais que faça o dinheiro aparecer para sustentar o “negócio” desses contraventores.
O que mais impressiona é que existe uma reação contra qualquer tipo de idéia de policiamento mais efetivo por parte de alguns grupos de alunos, principalmente os que dominam os centros acadêmicos e os que são residentes no Campus. São estes os que têm família de menor poder aquisitivo e, portanto, ganham guarida gratuita nas acomodações do Campus.
É óbvio que esses meninos promovem festas e tudo o mais que sabemos, como pais experientes, enquanto moradores efetivos e não vão admitir nunca que haja qualquer tipo de policiamento que esteja de olho neles e em todo o resto.
Então esses Campus ficam à mercê de bandidos que agem como querem e fazem o que querem, pois de acordo com a lei, a polícia não pode entrar nesses ambientes estudantis desde a época da ditadura, quando essa lei foi criada para proteção dos alunos.
Só que os tempos mudaram, a sociedade é outra e vivemos uma democracia, e portanto devemos cuidar dos nossos filhos que acabam por se misturar a gente que só pensa em baderna ao invés de estudar. Sendo assim a briga é grande porque esses meninos usam do direito de greve e reação descomunal sem saber que a proteção deles é o que mais importa.
Sabemos que quando temos essa idade, achamos que nada de ruim acontece com a gente, só com os outros, fora que predomina a liberdade de ação já que estão livres dos olhos dos pais e da família enquanto moram por lá. Resta saber se as autoridades competentes como o Governador do Estado, o Secretário de Segurança, a Polícia em si, ou seja lá quem for não vão tomar uma atitude para coibir o que parece estar já disseminado.
Quantos assassinatos, sequestros, estupros, terão que acontecer ainda para que aja uma reação de alguém ou de alguma entidade do poder público? Vamos deixar que a opinião baderneira de meia dúzia de meninos inexperientes comande a segurança e comprometa a vida de milhares de outros estudantes?
Morreu um rapaz ontem na USP, outros foram assaltados e correram risco de vida... outros sofreram atentados e todo mundo fica quieto e deixa por isso.
Quero saber o que diz o Reitor da Unicamp, o Reitor da USP. Quero saber até onde vai chegar isso.Não é possível que meninos recém-saidos das fraldas imponham algo como se fossem “revolucionários” sem pensar nos outros e façam frente à segurança efetiva de milhares de outros que estão lá para estudar.
Bandidos, assassinos, estupradores e traficantes estão andando à solta no meio dos nossos filhos nos campus das universidades, a ponto de assaltarem os meninos na fila do bandejão da UNICAMP na hora do almoço, na frente de todo mundo. E isso a imprensa não noticía porque abafam, escondem. E digo isso tendo provas testemunhais dos meninos envolvidos e que tiveram celulares roubados, carros roubados e forma sequestrados lá dentro do Campus..
Que fique o alerta máximo e que se tome uma providência antes que seja tarde demais. Ou será que ficará tudo por isso até o próximo assassinato?


Renato Baptista

22 abril 2011

02 abril 2011

Beijo no Escuro

No escuro
Do céu da boca
Procuro
Capturo tua língua
Que se esgueira
Se esconde
Se faz de difícil
E os dentes riem
Respirando hálito fresco
Sorvendo saliva doce
Com gosto de amor
E as linguas se encontram
Se lambem, se comem
Se entendem, conversam
No escuro mais do que sublime
Do céu da boca.

E por fim você flutua... doce encontro perpétuo!

Renato Baptista

24 março 2011

06 março 2011

01 março 2011

14 fevereiro 2011

Desamor


Desamor

Assistir a dor insana
Que fere o drama
De músculos incompatíveis
Que soluçam e gritam
Fibrosados e travados
Que se contraíram e ficaram
Sem o prazer da distensão
E que não se entendem
Nem aceitam analgesia
Deixam de se submeter
Esvaziam a vontade
Da paixão do movimento
E criam nódulos duros
Sem tradução, sem amor.

Essa é doença fatal
De quem nunca amou!

Renato Baptista

12 fevereiro 2011