21 janeiro 2012

A Porta Azul




A janela aberta
Perfume de insônia no ar

Meio copo d’água
O pijama ainda dobrado
Lençóis esticados
A cama vazia
Brindando a manhã

Sem sol
________________sem bom dia
E insistentemente ainda acordada

a noite se foi
e com ela a madrugada fria

Um cheiro de café requentado
Sai da cozinha
Temperando o ar
Perfumando o dia

Escuto a campainha
Caminho devagar
Quase sem vontade ainda
Chinelos trocados
Cheios de sono
Por me fazerem companhia
Olhos vermelhos
Barba crescida
Camiseta molhada
Olhar embargado

Abro a porta azul
Que solta gemidos
Range um pouco a dobradiça

Levanto o olhar esquecido
______________E vejo
... era um dos meus sonhos
Chegara!

Abandonou o sono de amor
Que sem você me abraçando apertado
Mais uma vez não veio.


Beijo meu sonho com todo o meu amor
Faço dele meu alimento, minha razão de vida
E o espero, acordado, e que abrace a minha alma
E que desarrume a minha cama, a liberte.

Fico ao lado então daquela porta
Porta azul, que solta gemidos... como você.

Renato Baptista

12 janeiro 2012

Pintura Poesia

Esse teu jeito que me pega de jeito...
Agita o instante na dança do tempo

E vem o delírio na pose bendita
que me chama e grita

E a tela se pinta de paixão
Sem compostura nem nada

Alças voo sem pensar, e me olha e me chama
E me queima sem jeito, daquele jeito que só você sabe...

Pintura poesia se forma e se deita.

Renato Baptista