04 junho 2012

Bala de Coco


Pego-me além da atmosfera
Estendo a mão e pego a lua
Como se ela fosse bala de coco
Transgrido as leis do universo
E tomo impulso no nada
Querendo alcançar o sol
Que me lambuza como um quindim
E me desfaço em mel e coco
Como se o amanhã fosse agora
Não posso parar de flutuar
No silêncio absoluto
Abotoado de estrelas distantes
Mas que estão tão perto
Marcando meu caminho
E assim bebo o seu perfume
Que me oxigena o coração
E beija a minha alma viajante
Porque meu destino é você.

Renato Baptista

2 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Um belo e inspirado poema poeta.Parabéns.

SolBarreto disse...

Lindo!